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Canto de cicatriz (RS, 2005, 37min, Beta). Direção, roteiro, montagem e produção executiva de Laís Chaffe. Documentário sobre violência sexual contra meninas. Direção de fotografia: Juliano Lopes Fortes. Música: Yanto Laitano. Direção de produção: Raquel Sager. Participação especial: Ingra Liberato, com o poema Canção para a menina maltratada, de Celso Gutfreind. PRÊMIO DIREITOS HUMANOS NO RS; DOIS PRÊMIOS GALGO ALADO NO GRAMADO CINE VÍDEO: MELHOR NO GÊNERO VÍDEO SOCIAL E MELHOR VÍDEO INDEPENDENTE BRASILEIRO.

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SINOPSE

Documentário sobre um tema difícil, cercado de tabus e pactos de silêncio: a violência sexual contra meninas. Patrocinado pela ONG Coletivo Feminino Plural - Projeto Rede Menina, com financiamento das instituições Kindernothilfe (Alemanha) e Amencar - Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente, Canto de cicatriz foi produzido com apoio da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, RBS TV, Assembléia Legislativa do Estado e Sten Comunicação e Eventos. O título vem do poema Canção para a menina maltratada, feito especialmente para o documentário pelo escritor e psiquiatra infantil Celso Gutfreind e interpretado por Ingra Liberato.

Depoimentos de vítimas que relatam detalhes dos abusos sofridos intercalam-se a comentários de especialistas, desenhos feitos por crianças abusadas, filmes de ficção e enquetes nas quais ficam evidentes os mitos e preconceitos envolvendo o assunto, tudo pontuado pelo poema de Gutfreind. Canto de cicatriz centra o foco nas duas principais formas de violência sexual que atingem as meninas: o abuso e a exploração sexual comercial. O tema é abordado a partir de uma perspectiva de gênero, já que, embora meninos também sejam abusados, as principais vítimas são crianças do sexo feminino. O documentário conta com participações do escritor e médico de saúde pública Moacyr Scliar; da relatora da CPMI do Congresso Sobre o Tráfico e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, deputada Maria do Rosário; das psicólogas Martha Narvaz e Suzana Braun; e da coordenadora da ONG Coletivo Feminino Plural, Télia Negrão, que integra o conselho diretor da Rede Feminista de Saúde. A direção de fotografia é de Juliano Lopes Fortes; a música, de Yanto Laitano; a direção de produção, de Raquel Sager; e a produção executiva, de Laís Chaffe.

Canção para a menina maltratada -
Celso Gutfreind

Não, não será com métrica
nem com rima.
Uma coisa sem nome violentou uma menina.
Ação barata sem a prata
do pensamento
o ouro do sentimento
o dia da empatia. Noite.
Uma coisa. Não era o lobo
nem o ogr
o nem a bruxa,
era a fúria do real
sem o carinho do símbolo.
Stop, a poesia parou.
Ou foi a humanidade?
Stop nada, a menina sente e segue
com métrica, rima, graça, vida.
Onde está tua vitória, ignomínia?
Uma prosa continua
poética como era
saltitante o bastante
para não perder a poesia.
A coisa (homem?) é punida como um lobo
no conto de verdade. E imprime-se um nome
na ignomínia.
A menina liberta expressa
ri e chora, volta a ser
qualquer (única) menina.
Pronta para a métrica
pronta para a rima
pronta para a vida
(canto de cicatriz),
pronta para o amor a dois,
à espera, suave, escolhido.

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Colapso (RS, 2004, 14min, Beta). Roteiro e produção executiva de Laís Chaffe. Direção: Lena Maciel e Juliano Lopes Fortes. Com Nelson Diniz, Carla Cassapo.

Roteiro

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SINOPSE
Só e deprimido, o escritor Alberto está vivendo um daqueles momentos em que nada dá certo. Pelo menos é assim que ele se sente ao acordar em um dia de muito calor, angustiado por um abandono recente e pelas conseqüências dessa perda. Ela não está mais, e nada mais funciona. Literalmente. Mas será que as coisas não funcionam mesmo, ou se trata apenas de uma fantasia de Alberto? E se, de repente, tudo voltasse a funcionar? Colapso, com roteiro original de Laís Chaffe, tem direção de Juliano Lopes e Lenice Maciel.


Identidade (RS, 2002, 15min, Beta). Roteiro de Laís Chaffe. Direção: Laís Chaffe e Gustavo Brandau. Com Oscar Simch, Ethiene Nachtigal.

Roteiro

SINOPSE
Quem sou eu? Particularmente incomodada por essa questão universal, uma mulher insiste em saber do terapeuta o que está escrito na sua ficha, na ilusão de assim encontrar asrespostas.Como ele se nega a revelar o conteúdo, a mulher resolve assaltar o consultório. Mas é flagrada por um segurança que resolve bancar o Freud. Fazendo referências a doidos famosos do cinema, Identidade brinca com alguns conceitos da Psicanálise, como resistência, transferência, inveja do pênis, atos falhos,símbolos fálicos. Os charutos não ficam de fora.


Um minuto de silêncio (1994, 1min, U-matic) - Direção, roteiro e montagem: Laís Chaffe.

SINOPSE
Vídeo apoiado pela Anistia Internacional, Conselho Municipal dos Direitos da Cidadania, RBS TV e TVE, entre outras instituições. O vídeo foi ao ar pela TVE de Porto Alegre de 19 a 30 de dezembro de 1994 e, através do Programa de Educação para a Cidadania da Anistia Internacional, teve apresentações em Londres. Produção independente.